| Maringá, sexta, 25 de janeiro de 2002
CICLOTURISMO
Cicloturista maringaense parte para nova aventura
BOLETIM
25 de janeiro, sexta – Sorocaba
Saí às 7h20 de Boituva. Rodei 70km pela
Rodovia Castelo Branco até chegar a Sorocaba às
15h10. Como já havia feito contato anterior com
a prefeitura local e com a Tv Aliança/Globo, vou
passar o final de semana descansando. Vou de ônibus
até Granja Viana, Cotia, na Grande São Paulo,
numa chácara de uma tia. Volto para Sorocaba na
segunda-feira para fazer o levantamento da região
até terça-feira. Volto para Maringá
na quarta-feira.
24 de janeiro, quinta – Boituva
Saí às 9h30 de Itapetininga. A princípio
eu iria pela Rodovia Raposo Tavares. Mas, fui orientado
a ir pela Castelo Branco que não tem tantos pedágios
quanto a Raposo Tavares e, por isso, o trânsito
não é tão intenso. Apesar de ter
que fazer uma volta de 80km a mais em meu trajeto, foi
mais seguro. Cheguei em Boituva às 14h. Amanhã
(25) irei para Sorocaba, o final do trajeto. |
|
Confira fotos dos locais já visitados
Galeria 1: Canyon Itaimbezinho, Taquara, Aanto Antônio
da Patrulha
Galeria 2: São Joaquim, São José
dos Ausentes, Lages
Galeria 3: Lapa, Palmeira, Castro
Galeria 4 - Sengés

Bela lagoa em Sengés |
23 de janeiro, quarta – Itapetininga
Saí às 7h30 de Capão Bonito. Rodei 65 km
sob chuva pela SP 127 sem acostamento. A viagem até Itapetininga
foi um pouco tensa devido às estas condições.
Cheguei às 13h e fui conhecer o centro da cidade. Procurei
o Secretário de Cultura que não demonstrou interesse
em meu projeto.
22 de janeiro, terça – Capão Bonito
Saí às 9h de Itapeva e, após rodar 64km,
cheguei a Capão Bonito. A estrada não tinha acostamento
e estava um tráfego muito intenso, com muitos caminhões.
Por aqui, o clima é bem mais quente.
21 de janeiro, segunda – Itapeva
saí de Segés e fui até Itapeva (SP). Rodei
77km por uma estrada em boas condições.
20 de janeiro, domingo – Sengés
fui recepcionado pela Secretaria de Turismo. Conheci alguns
pontos naturais de destaque, como a Cachoeira Corisco, com mais
de 100m de queda. Também fui à Fazenda Santa Gil,
do século 18. A fazenda pertenceu ao ex-governador do
Paraná Moisés Lupion e foi palco das revoluções
de 1893, 1930 e 1932.
18 de janeiro, sexta – Sengés
Saí de Piraí do Sul às 8h30. Rodei 82km
até Sengés, na divisa
de Paraná com São Paulo. Amanhã (19) farei
um levantamento da região. Hoje arrebentou um aro traseiro
da bicicleta, mas já arrumei.
15 de janeiro, terça – Piraí do Sul
acordei às 7h para tomar o café da manhã
no Hotel Palace, construído na década de 30. Saí
às 9h e levei cerca de 1h50 até Piraí do
Sul. Amanhã farei um levantamento turístico da
região.
14 de janeiro, segunda – Castro
pelas 9h, saí com o guia Juliano, da Secretaria de Turismo
de Castro, para a Gruta dos Olhos d’Água, a 36km
do centro da cidade. Entramos eu, o guia e o motorista na gruta
que tem 800m de extensão e é dividida por vários
salões. Em certos trechos é preciso andar agachado
e em outros pode-se andar em pé. Tem um rio que passa
por dentro e, se chover muito, alaga e há o perigo de
ficar preso dentro da gruta. Andamos cerca de 500m. Nós
só tínhamos duas lanternas e, por isso, voltamos
já que o tempo estava instável. À tarde,
visitei o Salto Cotia, com aproximadamente 40m de altura, com
uma piscina natural e fica a 27km do centro de Castro.
Ainda na cidade, pode-se visitar a Igreja Matrix Sant’ana,
o Museu dos Tropeiros e a Casa da Cultura, cuja edificação
é do século 19.
13 de janeiro, domingo – Castro
Fiquei em Castro devido à chuva forte e porque o guia
não estava disponível;
12 de janeiro, sábado – A chuva intermitente impossibilitou
qualquer levantamento.
11 de janeiro, sexta – Castro.
Às 9:00h fui com o pessoal da Prefeitura para a colônia
Castrolanda, onde foi inaugurado recentemente, um dos maiores
moinhos do mundo. Visitamos o museu e seguimos para a histórica
fazenda Capão Alto. Esta fazenda, que foi rota de tropeiros,
tem a sua história iniciada no século XVIII. A
casa é imponente, em taipa de pilão, uma das únicas
edificações deste gênero no Paraná
ainda existente. Formada em sesmaria, a fazenda conta ainda
com ruínas de senzala. A casa possui em seu interior
uma capela, e praticamente todos os cômodos são
interligados. Encontra-se em mau estado de conservação,
mas será reestruturada. Visitamos também a colônia
Terra Nova (de Alemães) onde pode-se observar uma cultura
diferenciada. Neste dia, após pegarmos a Valéria,
fomos conhecer a Escarpa Direta do Canyon Guartelá (via
Castro) - 27 Km de Castro, porém
uma forte chuva atrapalhou o levantamento. Visitei ainda a casa
da Cultura, localizada na antiga rua das tropas. Possui um rico
acervo de documentos do século XVIII, XIX e XX. No local
foi filmado um trecho do filme Barão de Cerro Azul. No
antigo piano, do século XIX, pude desenferrujar os dedos
tocando algumas músicas.
10 de janeiro, quinta – Ponta Grossa – Castro
Às 9:50h da manhã, após a chuva, peguei
a estrada. De Ponta Grossa à Castro
são mais subidas que descidas e o vento forte também
atrapalhou um pouco, que em locais de maior altitude tirava
a bicicleta do rumo, então era preciso controlar a velocidade
nas descidas mais acentuadas. Em Castro, após 44 Km,
fui recebido por Leila Cury que neste mesmo dia me acompanhou
para uma visita ao Museu do Tropeiro, cuja casa tem 220 anos,
igreja matriz de Sant’Ana do Século XVIII e alguns
pontos altos, onde podia-se observar o entorno e a parte central
da cidade. Ficarei aqui até segunda-feira (14).
9 de janeiro, quarta – de manhã, fui à
Fazenda Capão Grande, em Ponta Grossa, com trechos por
onde os tropeiros passavam. Amanhã (10), irei para Castro;
8 de janeiro, terça – fiquei o dia todo em Ponta
Grossa. Junto com Marcelo Schenin, funcionário da Secretaria
de Turismo e Meio Ambiente, percorri alguns pontos próximos
ao Parque Estadual de Vila Velha, como Buraco do Padre e Cachoeirinha
Mariquinha.
No final da tarde, visitei o Mosteiro da Ressurreição,
onde há missas com canto gregoriano e os monges produzem
licor e outros produtos para venda;
7 de janeiro, segunda – saí de Palmeira
(PR) hoje às 9h. Fui pela rodovia BR 376 por uma estrada
de terra. Saí da rodovia e pedalei 7km até a Capela
Nossa Senhora das Pedras. Em seguida, voltei para a rodovia
e cheguei a Ponta Grossa (PR), onde fui recepcionado pela Secretaria
de Turismo e pela AMCG – Associação Municipal
dos Campos Gerais.
4 de janeiro, sexta – saí de Lapa
no dia 2, quarta, e voltei em direção à
divisa do Paraná com santa Catarina. Fui até a
Fazenda Roseira, que tem 160 anos e passei toda a quinta-feira
lá. A fazenda tem vários atrativos históricos
e naturais. Fui guiado por Maristela Suplici e seu pai Sr. Haroldo.
Saí de lá hoje de manhã (4) e após
rodar 72 km, cheguei em Palmeira.
1 de janeiro, terça – visitei o Centro Histórico
de Lapa, que tem um acervo histórico
muito rico. Fui recebido por Vilma Peovizam, secretaria de Turismo
local. Hoje (2), vou em direção a Fazenda Roseira,
por um trecho histórico.
1 a 7 de janeiro - leia um texto escrito por Rodrigo Martoni
com fotos e relatos mais detalhados da passagem de Lapa até
Ponta Grossa;
30 de dezembro, domingo - saí de Lebon Régis
de carona para fugir do trajeto da BR 116 (Serra do Espigão),
que tem muito tráfego de caminhão e não
tem acostamento, até a divisa do Paraná com Santa
Catarina. Fui rodando até Lapa
(PR), onde ficarei 3 dias para levantar os atrativos turísticos.
29 de dezembro, sábado - saí de Curitibanos (SC)
para Lebon Régis, rodei 55 km em 3 horas e 19 minutos.
28 de dezembro, sexta – saí de Lages
para Curitibanos por volta de 10h30. A RBS (Globo local) fez
uma reportagem televisiva. Pedalei 73 km, passando pela BR 116
e SC 470. Até agora, rodei 570 km desde o início
da aventura. Em Lages, peguei uma gripe e, por isso, fiquei
descansando um pouco em Curitibanos. Fui ao Museu Histórico
Antônio de Souza.
26 de dezembro, quarta – ainda estou em Lages
e amanhã (27), irei para Curitibanos e a viagem será
feita por uma estrada de terra.
21 de dezembro, sexta – cheguei em Lages
(SC) após pedalar 76 km em cinco horas. Visitei as Fazendas
Dourado e Barreiros, acompanhado da guia Roselene Borigo e da
Caroline Mortari, que trabalha na Secretaria de Turismo local.
As fazendas são históricas e foram fundadas em
1780. Na região, que tem uma rica hidrografia, Robério
Bianchini e Laélio Bianchini realizam cavalgadas pelos
caminhos históricos das Tropas. Conheci corredores históricos
e conversei bastante os Bianchinis que me passaram informações
importantes sobre a região.
20 de dezembro, quinta - em Bom Jesus, próximo à
divisa do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, visitei o Passo
de Santa Vitória, que é um local antigo onde tinha
uma guarda da coroa portuguesa, que cobrava impostos. Fui acompanhado
da historiadora Lucila Isgarbi. Próximo ao Rio Pelotas,
subi até São Joaquim,
numa estrada ruim e demorei para chegar. Andei 46 km em oito
horas. Cheguei em São Joaquim
por volta das 21h15 e pernoitei na cidade.
18 de dezembro, terça – rodei 42 km em estrada
de terra, próxima a Bom Jesus. Vou visitar um sítio
arqueológico que tem uma antiga guarda que a coroa portuguesa
tinha para cobrar impostos dos tropeiros. Era uma segunda unidade
de guarda. Hoje e amanhã ficarei em Bom Jesus.
17 de dezembro, segunda – fui à Fazenda da Cruzinha,
um dos pontos mais altos do Rio Grande do Sul, com aproximadamente
1403m de altitude. Há vários pontos turísticos
como cachoeiras e um interessante mula trecking, onde as pessoas
fazem um passeio de mula. Amanhã irei para Bom Jesus;
16 de dezembro, domingo – fui ao Canyon da Rocinha, em
São José dos Ausentes;
15 de dezembro, sábado – rodei 55km até
São José dos Ausentes. O percurso foi feito por
uma estrada de terra e com o tempo nublado;
14 de dezembro, sexta – em Cambará do Sul fui
ao Canyon Fortaleza e enfrentei uma tempestade que molhou o
equipamento, danificando a máquina fotográfica;
13 de dezembro, quinta – saí de São Francisco
de Paula às 10h30 e rodei 70 km hoje até Cambará
do Sul. Cerca de 10km antes de chegar à cidade, o tempo
fechou e fiquei um pouco assustado porque caía raios
e eu parei um pouco, me afastando dos postes. A 4 km da cidade,
começou a chover e eu continuei embaixo de chuva mesmo.
Em Cambará do Sul, fui muito bem recebido por Leoni Lima,
a Secretaria de Turismo local. Amanhã, ela me ajudará
em minhas pesquisas e devo ficar o dia inteiro aqui (talvez,
mais), já que vou ao Canyon Itaimbezinho
e Canyon Fortaleza. A próxima cidade do trajeto é
São José dos Ausentes.
12 de dezembro, quarta – saí de Taquara
às 10h30 em direção a São Francisco
de Paula. Foram 40 km de subida, com uma grande diferença
de altitude. Em Taquara a altitude é de 62m, enquanto
que em São Francisco de Paula é de 940m. A viagem
foi tranqüila com uma bela vista com uma estrada florida.
Conversei com o arqueólogo André Jocobus e ele
me mandará material sobre as Guardas Portuguesas desde
Santo Antônio até Sorocaba e isto vai me ajudar
em meus projetos. Amanhã (13), irei para Cambará
do Sul e devo ficar mais tempo nesta cidade porque fiz contato
anterior com a prefeitura.
11 de dezembro, terça - saí de Santo
Antônio da Patrulha e pedalei até Taquara
(RS). A jornada foi tranqüila com o terreno plano. Na cidade,
fui até um museu conversar com um arqueólogo que
pesquisou sítios na região. Por volta das 18h,
fui para o hotel descansar. Amanhã, subirei uma serra
em São Francisco de Paula. Serão cerca de 40km
de subida.
10 de dezembro, segunda - Cheguei a Santo
Antônio da Patrulha, onde existiu um posto de cobrança
dos portugueses sobre as tropas que por aqui passavam (no local
existem vestígios da velha guarda - estou associando
os estudos prévios com o conhecimento in-loco ). A cidade
possui diversos atrativos históricos que, além
das anotações, estão sendo demarcados pelas
coordenadas geográficas. Fui muito bem recebido no município
e foi possível fazer um levantamento dos pontos e potenciais
turísticos históricos e naturais. Pode-se citar:
Museu Antropológico Caldas Júnior, onde ficou
hospedado em 1826, D. Pedro I, a Fonte Imperial de 1847, a Valha
Guarda (Registro da Guarda), onde os tropeiros pagavam impostos
à coroa, a Lagoa dos Barros, e as casas da rua Borges
de Medeiros, onde algumas construções são
do século XIX. A cidade possui um grande potencial histórico
para o turismo. Hoje fique durante todo o dia conhecendo locais
e pesquisando algumas obras do Museu e da Secretaria de Cultura.
Amanhã, após uma entrevista na rádio local,
seguirei para Taquara onde procurarei o arqueólogo André
Jacobus, que realizou um grande trabalho arqueológico
na região da Guarda Velha. Em Taquara,
ficarei hospedado no pousada Vila Verde e no dia 12 seguirei
para São Francisco de Paula. A próxima cidade
a ser realizado o levantamento patrimonial, cultural e natural
será Cambará do Sul, onde localiza-se o famoso
Canyon Itaimbezinho, no Parque Nacional
dos Aparados da Serra. Depois de Taquara
a região é serrana e serão alguns quilômetros
por estadas sinuosas, mas dou graças a Deus por tudo
estar correndo muito bem...
9 de dezembro, domingo - pela manhã, saímos de
Novo Hamburgo em direção aos Campos de Viamão.
No km 029 da Free Way, preparei o equipamento e após
a despedida iniciei o meu trajeto. Rodei neste dia somente 20
Km até Santo Antônio da Patrulha.
8 de dezembro, sábado - descansei todo o dia no hotel.
7 de dezembro, sexta - saímos de Maringá e após
1050 km de carro dormimos em Novo Hamburgo - RS.
Por: Rodrigo Martoni, Andhye Iore, Maringa.Com
Voltar |