> INÍCIO
> AGITOS
> ALMANAQUE
> ASTRAL
> BARES
> CINEMA
> CLASSIFICADOS
> CULINÁRIA
> CURSOS|CONCURSOS
> EMPREGOS
> ENSINO
> ESPORTE
> EVENTOS
> EXPOSIÇÃO VIRTUAL
> FILANTROPIA
> FRASES FEITAS
> GASTRONOMIA
> GUIA DE SITES
> HISTÓRIA
> HOTÉIS
> HUMOR
> IDÉIAS
> INTERATIVIDADE
> LITERATURA
> MAPA
> MÚSICA
> NEW FACES
> NOTÍCIAS
> PERFIL DE MARINGÁ
> PONTOS TURÍSTICOS
> PUBLICIDADE
> SAÚDE
> SERVIÇOS
> SHOPPING
> TEATRO
> TEMPO
> VESTIBULAR
> VIAGENS
> VÔOS
> WEB CARDS
> CONTATO

 


Maringá, terça, 20 de novembro de 2001


CICLOTURISMO
Cicloturista maringaense parte para nova aventura
O novo projeto de Rodrigo Martoni é o histórico Caminho das Tropas com cerca de 2000 km

Depois de ir ao litoral pedalando, Rodrigo Martoni se prepara para outro projeto turístico. O próximo roteiro do acadêmico de Turismo das Faculdades Nobel é percorrer a primeira ligação comercial terrestre do extremo sul do país com São Paulo.

Conhecido como "Caminho das Tropas", o roteiro de aproximadamente 2000 km, dos campos de Viamão no Rio Grande do Sul, até Sorocaba no interior paulista, foi aberto em 1730.


Foto: Ligia Meira

Com este enfoque histórico, o cicloturista percorrerá cerca de 40 cidades e realizará um levantamento parcial do patrimônio histórico, cultural e natural do roteiro a partir de dezembro com data a ser definida, entre os dias 7 a 15.

Comparando com a aventura anterior, esta nova viagem é mais elaborada. Além das experiências conseguidas com a prática na estrada, Rodrigo se programou melhor e já fez contato com dez prefeituras de regiões diferentes, onde vão distribuir uma cartilha de conscientização turística e farão um levantamento de pontos e potenciais turísticos.

Rodrigo Martoni: pedalando em caminhos históricos

DIDÁTICO

A viagem que serve como embasamento para o trabalho de conclusão de curso da faculdade, também será matéria-prima para o lançamento de um livro. "O objetivo é publicar um livro com o histórico do Caminho das Tropas e o potencial turístico desse roteiro", explica Rodrigo, idealizador da cartilha de conscientização e do levantamento a ser realizado nos municípios estabelecidos.


Foto: Ligia Meira

Para ter mais referências sobre o percurso, Martoni leu dois livros. "Tropeiros", de Jaelson Britan Trindade e "O Tropeirismo e a Formação do Brasil", da Academia Sorocabana de Letras, que serviram de base para a elaboração do projeto.

REPERCUSSÃO

Outros acessórios úteis na nova jornada são o gravador e a máquina fotográfica, que serão fundamentais para o registro da experiência. Na viagem ao litoral, graças às anotações e fotografias, o projeto foi divulgado na revista Eco Turismo, que circula em todo o país, em uma matéria de 5 páginas.

O planejamento inclui, em grande parte do roteiro, estradas secundárias. Para a localização, Rodrigo contará com um GPS – Global Position System, um aparelho de localização via satélite – fornecido pelas Faculdades Nobel que dá as coordenadas geográficas e o rumo a seguir. "Como somente algumas rotas no Brasil possuem mapeamento eletrônico, é preciso calcular a latitude e longitude do ponto de destino e colocar as informações no aparelho. Assim, ele indica a localização atual e o rumo a seguir.", comenta Rodrigo sobre a utilidade do GPS. "Além disso, no meu relatório, pretendo incluir as coordenadas dos pontos turísticos para que através destas, outras pessoas possam conhecer locais através do GPS.", completa.

O projeto Turístico Caminho das Tropas visa o reconhecimento histórico dessa via de ligação do sul com o restante do país, que permaneceu em uso por mais de 200 anos e foi de grande importância para a unidade nacional. Em meados do século passado, o historiador paulista Alfredo Ellis Jr. escreveu que "talvez a Estrada do Rio Grande a São Paulo tenha sido a rota de maior importância na história do Brasil, pois sem ela não teria havido o ciclo do ouro, não teria havido o café e nem a unidade nacional teria sido levada a cabo".
Apesar da importância histórica, educacional, turística e cultural do projeto, Rodrigo encontrou dificuldades para conseguir patrocínios que viabilizassem a iniciativa. "Muitos são os empresários que não valorizam projetos que resgatem a história e cultura do país e negam qualquer participação, antes mesmo de saberem sobre o que se trata", revela Martoni.

Foto: Ligia Meira

Por outro lado, as Faculdades Nobel, o site www.maringa.com, escola de inglês Real Time, Voltur Turismo e a Academia Físico & Forma acreditaram no projeto e entraram como patrocinadores. Além destes, a PARANATURISMO, órgão governamental, participou com apoio devido as localidades do Paraná que surgiram com o movimento das Tropas.

Mesmo com essa situação, o futuro turismólogo já programa outra viagem sobre duas rodas. O próximo projeto de Rodrigo é percorrer os locais estabelecidos pelas missões jesuítas. O cicloturista planeja passar pelo Rio Grande do Sul e Argentina no ano que vem. Sobre a importância dessas andanças, justifica relacionando com seus estudos. "Isto direciona as pessoas à história do país e pode fazer com que os potenciais existentes possam ser planejados para o turismo", conclui convicto.

O público poderá acompanhar a viagem através do portal maringa.com, onde haverá um mapa com o roteiro percorrido pela dupla e relatos de Rodrigo Martoni durante a jornada.

Clique aqui para acompanhar o roteiro da viagem

Veja como foi a aventura dos maringaenses que foram de bicicleta até o litoral paranaense

Acadêmicos de turismo treinam para realizar viagem de bicicleta ao litoral.

Andhye Iore

Voltar

Este site é desenvolvido, atualizado e hospedado por Odara Internet