Maringa.com – O que você pensa quando alguém não entende um cartun seu?
Fábio - É normal a pessoa não entender uma charge ou outra. O que ocorre é que sempre faço charges sobre acontecimentos de Maringá e região, e o pessoal que lê o jornal uma vez ou outra quase sempre acaba boiando. Claro, também colaboro com isso, pois fazer a charge, ao menos no meu ponto de vista, é bem mais complicado que fazer uma sequência de três, quatro quadrinhos, onde a contextualização do leitor fica muito mais fácil. A função básica da charge é fazer crítica com um só quadrinho. São meus primeiros três meses e acredito estar melhorando.
Maringa.com - Descreva a sua técnica de desenho:
Uso caneta Bic, de preferência com tinta preta e uma ou duas folhas de A4. A idéia vem do jornal (Hoje Maringá) do mesmo dia ou do anterior. Às vezes, ligo perguntando qual é a bomba pro dia seguinte, mas quase sempre não há grandes novidades. Primeiro desenho no papel com lápis comum (de preferência daqueles que vem com borrachinha), e quando acho que o desenho está bom, passo a Bic por cima. Aí scaneio a figura e jogo no Corel 9.0. Dependendo da necessidade dou um arremate no Photoshop.
Maringa.com - Qual gênero de cartun que você mais gosta de fazer?
A charge que mais gosto de fazer é aquela que bate com a notícia da capa, se esta for sobre algum assunto polêmico da cidade. Gosto porque mesmo o leitor que não acompanha o noticiário local acaba entendendo, uma vez que o contexto está na capa do jornal.
Maringa.com - Qual cartunista que você acha o trabalho interessante e um que você não gosta?
Curto os trabalhos do Laerte, Glauco, Angeli e Bill Watterson. Nunca fui com a cara dos quadrinhos do Ota, o cara é ruim mesmo, não de traço, mas de criatividade.
Andhye Iore
20/10/2000