Sopro doce no joelho ralado
Simples como a chuva
Morno como o fim da tarde
Com a palma da mão espanta
A lágrima, a formiga, o castigo.
Não sei ser como tu
Mas vejo a flor que plantas
E sinto o perfume de tua inocência
Pequena, afetuosa como os anjos
Serena, caprichosa como as ninfas
Gargalhas besteiras
Levantas castelos
Colocas tudo num papel
E o recortas como um coração
Quisera ser como tu
E falar verdades como elogios
E somar nos dedos
E bocejar sem recato
Ficar de mal para sempre
Para fazer as pazes em 5 minutos
Quisera ter teu perfil límpido
Teu sentimento intacto
Teu palavreado direto
Quisera encontrar-te
Refugiar-me em teus cachos
Beijar teu sangue com gosto de poeira
E descansar dessa fuga