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O BLUES E O POP DE ROBERT CRAY

Robert Cray, conhecido também como Young Bob, faz parte da nova geração de músicos de blues. Seu estilo é o resultado de uma fusão do blues clássico, do gospel, do rhythm & blues e da soul music com o pop, o funky e a balada romântica, podendo ser definido como blues contemporâneo.

Nascido em Columbus, estado da Georgia, em 1953, Robert Cray morou em diversas cidades até se estabelecer em Washington, em 1968. Iniciou na música pelo piano, mas passou para a guitarra, apaixonado pelos bluesmen de Chicago. Formou sua própria banda por volta de 1975, após ter tocado por alguns anos na banda de seu ídolo Albert Collins.

Suas maiores influências são artistas de estilos dinâmicos, como por exemplo Albert Collins, Otis Rush, B. B. King, Sam Cooke, Marve Gaye, Ray Charles e até mesmo grupos anônimos de música gospel. Robert Cray, como todo músico genuíno, definiu seu próprio estilo, que defende com sua voz aveludada e de grande recurso interpretativo e, invariavelmente, acompanhado de sua guitarra, uma Fender Stratocaster.

Robert Cray toca sua guitarra sem se arriscar, toca na medida para sua música. Não se trata de um guitarrista virtuose, daqueles que faz profissão em velocidade, e sim pela lógica que a emprega em suas composições. Vale lembrar, ainda, que suas músicas saem quase sempre em parceria com Dennis Walker e que também é apedrejado pelos críticos de blues mais puristas que acham que sua música atende a apelos comerciais.

O meio artístico de Robert Cray, embora esteja quase sempre nas paradas (ganhou o Grammy em 1986), é mesmo o blues, pois tem se apresentado e gravado com os maiores nomes do gênero, entre eles John Lee Hooker ("The Healer", "Mr. Lucky" e "Boom, boom" ), Katie Webester ("Swamp boogie queen"), Jimmi Vaughan ("A tributo to Stevie Ray Vaughan"), Albert Collins e Johnny Copeland ("Showdown!" ) e até com Muddy Waters, com o qual dividiu o palco muitas vezes. Quando grava música de autoria de terceiros recorre aos compositores mais expressivos da história deste gênero musical como Willie Dixon e Howlin’ Wolf. Sua presença é obrigatória nos festivais de blues em toda parte do mundo. No Brasil, dividiu a noite com o lendário cantor de soul Otis Clay, na última edição do festival "Nescafé & Blues", em São Paulo.

22/04/98

Colaborou: Paulo Petrini

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