| Charles Mingus: Um
Contrabaixo na Vanguarda
Charles Mingus figura na galeria dos maiores músicos
do século XX. No mundo do jazz, especificamente, ele
está ao lado de Duke Ellington, Thelonious Monk, Charlie
Parker, Dizzy Gillespie, Miles Davis e John Coltrane. Mingus
desenvolveu um estilo de composição muito pessoal,
fundamentado no jazz tradicional, mas voltado para o futuro.
Geralmente, suas composições refletem a vida agitada
que levou, marcada por uma forte consciência política,
principalmente com relação ao racismo nos Estados
Unidos.

O contrabaixista Charles Mingus
Charles Mingus nasceu no dia 22 de abril de 1922, em Nogales,
uma pequena cidade no Arizona, e transferiu-se para Los Angeles
onde passou a infância sobre forte influência religiosa,
que mais tarde se refletiu em suas composições.
Iniciou seus estudos de música muito cedo, inicialmente,
com o trombone e o violoncelo, passando posteriormente para
o contrabaixo, instrumento no qual expressou suas músicas
revolucionárias.
A carreira profissional de Charles Mingus começou em
1941, tocando contrabaixo para os maiores músicos da
época, entre eles Louis Armstrong, Lionel Hampton, Art
Tatum, Bud Powell, Charlie Parker, Red Norno, Max Roach e Miles
Davis.
Em 1951, criou o famoso Jazz Workshop, uma espécie de
laboratório musical para testar suas ambiciosas composições,
com apoio de músicos jovem com tendência vanguardista.
Entre esses músicos, figuravam Jackie McLean, Eric Dolphy,
Jimmy Knepper, Dannie Richmand, Don Pullen e George Adams. Mingus
exigia tanto de seus músicos que chagava a agredi-los
com suas ordens frenéticas.
Charles Mingus deixou uma extensa e emocionante obra discográfica,
da qual podemos citar a "Pithecanthropus Erectus"
(1956), "New Tijuana Moods" (1957), "Mingus Ah
Um" (1959), "Goodbye Pork Pie Hat" (1964), "Let
My Children Hear Music" (1971), "Shoes Of The Fisherman’s
Wife" (1971), "Three Or Four Shades Of Blues"
(1977), entre outras. O seu legado permanece vivo através
de bandas formadas por músicos que passaram por suas
orquestras e novos admiradores de sua obra, como a Mingus Dynasty
e a Big Band Charlie Mingus.

29/07/98
Colaborou: Paulo Petrini
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