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O JAZZ PERDEU SEU QUASE ÚNICO VIOLINISTA

06/02/98

O violinista francês Stephane Grappelli faleceu em Paris, na segunda-feira, 01 de dezembro de 97, aos 89 anos de idade.

Um dos gigantes do jazz, Stephane Grappelli nasceu em 26 de janeiro de 1908, em Paris. Tocou piano e violino em cinema mudo nos anos 20 e 30. Em 1934, fundou, juntamente com o guitarrista cigano Django Reinhardt, o famoso Hot Club de France, um quinteto que fez muito sucesso até 1939, sendo considerado de grande importância histórica.

Nos anos 40 iniciou uma triunfal carreira solo, tornando-se, a partir da década de 70, um nome obrigatório no mundo do jazz. Em seus discos e apresentações em público, Grappelli sempre esteve associado a músicos de grande peso, entre eles Oscar Peterson, Coleman Hawkins, Earl Hines, Hank Jones, Clark Terry, Duke Ellington, George Shearing, Lerry Corryell, McCoy Tyner, Barney Kessel, Philippe Catherine, Martial Solal, Svend Asmussen, Phil Woods, Joe Pass, Jean-Luc Ponty, Joe Venuti e Niels Pedersen. Também gravou com o violinista clássico Yehudi Menuhin e com o violonista brasileiro Baden Powell.

Stephane Grappelli introduziu o violino no Jazz, aliando a técnica da música impressionista de Ravel e Debussy ao swing e à improvisação, dois elementos característicos do jazz e dominados pelo músico com muita maestria, o que o fez um dos mais importantes intérpretes da música popular deste século.

A discografia de Grappelli é marcada por "canções-standard" de autores como Jerome Kern, George Gershwin, Irvin Berlin, Cole Porter, Richard Rodgers, Duke Ellington, sempre recriadas por suas improvisações de muito bom gosto.

Grappelli participou do Free Jazz Festival na edição de 1988, em São Paulo, noite em que também tocou o lendário The Modern Jazz Quartet.

O VIOLINO NO JAZZ
O violino iniciou no jazz muito cedo. As bandas de Nova Orleans, no começo do século, já o utilizava, embora este instrumento não ocupasse uma posição muito privilegiada, se comparada aos trompetes, trombones e saxofones.

A partir do estilo Chicago, na década de 30, começaram a se destacar os violinistas Eddie South e Joe Venuti. Em 1934, porém, surge o "Hot Club de France", talvez o mais importante grupo de jazz da Europa, liderado pelo guitarrista cigano Django Reinhardt e por Stephane Grappelli, reconhecidamente o mais importante violinista de jazz de todos os tempos.

Tão popular como Venute e Grappelli, destaca-se ainda o francês Jean-Luc Ponty, o qual experimentou do free-jazz ao jazz-rock. Ponty realizou importantes gravações com Gary Burton, Mahavishunu Orchestra, Frank Zappa e até mesmo em parceria com Grappelli. Vale destacar, ainda, a atuação do trompetista Ray Nance, responsável por valiosíssimos solos de violino na big band do pianista Duke Ellington.

O saxofonista Ornette Coleman, um dos principais precursores do free-jazz, também deixou sua marca violino-jazzística. Ornette escreveu peças de jazz para quarteto de violinos, que foram interpretadas por Alice Coltrane e Kronos Quartet. Pertencentes ao círculo mais fechado do jazz e do blues e também de extrema importância, destacam-se os músicos Don "Sugar Cane"Harris, Mike White, Jerry Goodman, Richard Green, Papa John Creach, Michael Urbaniak, Leroy Jenkins, Alan Silva e Stuff Smith. Este último realizou gravações com o trompetista Dizzy Gillespie na década de 50.

Colaborou: Paulo Petrini

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