| MARVIO CIRIBELLI: JAZZ
BRASILEIRO PARA O MUNDO
A música
instrumental brasileira vem causando surpresas e ganhando muitos
adeptos. Um de seus mais atuais representes é Marvio
Ciribelli, que compõe e toca como os maiores do jazz
brasileiro.
Marvio Ciribelli, 35 anos, carioca de Niterói, iniciou-se
na música muito cedo, tendo como mestres Luiz Eça,
Antonio Adolfo e Ian Guest. Se Marvio tivesse somente isso para
mostrar, já seria o bastante para considerá-lo
um grande músico. Mas não é. Marvio, que
começou a tocar profissionalmente aos 15 anos, se apresenta
como compositor, pianista, tecladista e diretor musical com
uma técnica que vem causando furor entre os críticos
e apreciadores do gênero. Nas palavras de José
Domingos Raffaelli, um dos principais críticos de jazz
do Brasil, Marvio Ciribelli é um dos melhores jovens
a surgir na última década. Sua música é
de uma espécie de fusão contemporânea de
jazz e ritmos brasileiros com alto nível de refinamento.
Com suas jazz-bands, formadas por grandes músicos, como
Don Chacal, Rocyr Abbud, Rogério Fernandes, Chico Batera,
Marcelo Martins e Paulo Williams, Marvio Ciribelli vem ocupando
espaço em discos, casas noturnas, grandes eventos de
jazz e como diretor musical do grupo Azymuth (com destaque para
o disco "Celebretion 21 anos"), além da direção
de Workshops no Brasil e no exterior.
O mais recente trabalho de Marvio Ciribelli, comentadíssimo
no meio musical, é o CD "Floresta Urbana",
com Alex Malheiros e Cidinho Moreira. Antes, porém, Ciribelli
gravou "Mantra", seu primeiro disco, em 1988, seguido
de "A Contradança", "Era Só o Que
Faltava" e "Ao Vivo Montreux Jazz Festival",
registro de uma surpreendente apresentação num
dos maiores festivais de jazz do mundo.
A edição de hoje do programa Brasil Instrumental
da Rádio Universitária 106,9 FM, a partir das
18 horas, mostrará na íntegra o CD "Ao Vivo
Montreux Jazz Festival", de Márvio Ciribelli.

Marvio Ciribelli e sua banda.
05/08/98
Colaborou: Paulo Petrini
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