| PAULO MOURA NO BRASIL INSTRUMENTAL
Paulo
Moura nasceu em São José do Rio Preto, em 15de
junho de 1932. Começou a estudar piano aos 9 anos e,
no inicio da década de 50, ingressou na Escola Nacional
de Música do Rio de Janeiro, onde estudou com Guerra
Peixe, Moacir Santos, José Siqueira e com o Maestro Cipó.
Influenciado pelo jazz e pela velha guarda da música
popular brasileira, iniciou-se como músico profissional
nas gafieiras do Rio de Janeiro, desenvolvendo paralelamente
uma carreira na música erudita, atuando como clarinetista
da orquestra Sinfônica do Teatro Municipal do Rio de Janeiro.
Entre 1954 e 1962, exerceu intensa atividade, tocando com Radamés
Gnátalli, Severino Araújo, Dolores Duran, Dalva
de Oliveira, Sérgio Mendes e Ary Barroso, com o qual
viajou pala América Latina.
Com mais de 15 discos editados e uma carreira consolidada no
Brasil, na Europa e nos Estados Unidos, vem atuando em diversas
formações orquestrais e nos mais variados estilos.
Na MPB, são notáveis os arranjos que realizou
para Elis Regina, Nara Leão, Milton Nascimento, Ney Matogrosso,
Marisa Monte e muitos outros. Os discos mais importantes da
carreira de Paulo Moura são: o"Confusão Urbana,
Suburbana e Rural" e o "Mistura e Manda", considerados
referência do choro moderno.
Paulo Moura, virtuose clarinetista e saxofonista, ao contrário
da maioria dos músicos, não se comprometeu com
apenas um único padrão musical para se lançar
artisticamente. Ele é um músico eclético,
que fica à vontade na complexidade de qualquer gênero
musical, evidentemente imprimindo seu próprio estilo,
seja na música erudita, na bossa nova, no jazz ou no
blues.
Moura é uma espécie de referência máxima
na música popular brasileira, seja como instrumentista,
compositor, maestro ou arranjador. Ao lado de Luiz Eça,
Eumir Deodato, Laurindo de Almeida, Moacir Santos, Sivuca, Raul
de Souza, Victor Assis Brasil, Hector Costita, Roberto Sion,
Egberto Gismonti e Hermeto Pascoal, representa a síntese
de uma geração de músicos que, depois de
ter assimilado a música clássica e o jazz, mergulhou
na riqueza rítmica da nossa cultura, compondo um novo
caminho de expressão musical: a música instrumental
brasileira.
O CD, "Pixinguinha – Paulo Moura & Os Batutas",
gravado ao vivo no Teatro Carlos Gomes, no Rio de Janeiro, em
1996, em homenagem ao centenário de nascimento do compositor
Pixinguinha, será na destaque na edição
de hoje do Brasil Instrumental, programa levado ao ar pela Universitária
106,9 FM, diariamente, a partir das 18 horas.
16/09/98
Colaborou: Paulo Petrini
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