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RAY CHARLES BLUES

Ray Charles começou a emplacar sucessos mundiais a partir de 1955 e nunca, na história da música popular, um artista conseguiu permanecer nas paradas de sucesso por tanto tempo como ele. Com suas múltiplas habilidades musicais ( é compositor, band-leader, pianista , saxofonista e cantor), possui um estilo muito pessoal e sente-se à vontade em qualquer gênero da música negro-norte-americana, como blues, gospel e jazz, incluindo até a canção pop romântica. Mas, embora Ray Charles tenha se destacado como um artista versátil, é no campo do blues que sua maestria atinge o seu máximo esplendor.

Ray Charles Robison nasceu dia 23 de setembro de 1930, na cidade de Albany, Estado da Georgia, Estados Unidos. Mudou-se para Flórida com a família quando tinha apenas dois meses de idade, permanecendo nesta cidade até a adolescência. Devido a uma doença nos olhos, foi perdendo a visão desde muito pequeno, até ficar completamente cego aos 7 anos de idade. Por por este motivo, foi educado em escola especial para deficientes, em St. Augustine e estudou música e piano pelo método Braile.

Em 1946 dá inicio a sua vida profissional como músico, tocando piano por pequenas gorjetas. Em 1948, em Seattle, integra-se como pianista em um grupo chamado Maxin Trio, contratado pelo cantor e guitarrista de blues Lowell Fulson (autor do clássico "Reconsider baby"), que sugere seu nome artístico hoje conhecido no mundo inteiro. Em seguida, passa a tocar para vários bluesmen famosos, entre eles Big Joe Turner, T-Bone Walker e Ruth Brown.

Em 1953, Ray Charles é contratado pela Atlantic, uma das maiores gravadoras americanas; funda sua primeira grande orquestra e cria um estilo completamente original ao cantar textos profanos sobre temas e harmonias de estilo gospel e spirituals, acompanhado de coral feminino que ficou conhecido por The Raelets. A partir desta época, Ray Charles se torna sinônimo de sucesso. Títulos como "I got a woman", "Hallelujah, I love her so", "Mary Ann", "Leave my woman alone", "Funny but I still love you", "I want to know", "Little girl of mine" e "What did I say" foram ouvidas por jovens do mundo inteiro. Pela primeira vez, um artista negro vindo do blues conseguia ultrapassar as barreiras e preconceitos raciais e tornar-se um "superstar" de interesse para todo tipo de público, desde as gerações mais velhas aos jovens apreciadores do rock’n roll.

29/04/98

Colaborou: Paulo Petrini

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