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12/08/2019 (Segunda)


SAÚDE
Nutricionista fala sobre intolerância e alergia alimentar



O problema pode até parecer simples, mas em casos mais graves, pode levar um indivíduo a óbito.

Dores abdominais, gases, diarreia, constipação, náuseas, vômitos, urticárias e vias respiratórias inchadas. Esses são alguns dos sintomas de quem sofre com alergia ou intolerância alimentar. O problema pode até parecer simples, mas em casos mais graves, pode levar um indivíduo a óbito. A nutricionista da Unimed Maringá, Maísa Trevizan Nosse, explica a diferença entre as duas restrições, como identificá-las e conviver com a limitação de forma saudável e segura. “Muitas pessoas acreditam ter alergia alimentar, mas, na realidade, menos de 1% realmente tem alguma alergia. A maioria dos sintomas é causado por intolerância a determinados alimentos”, diz.

A alergia alimentar é uma reação adversa que ocorre quando o organismo reconhece determinado alimento como um agente agressor. Logo após o consumo, o organismo desencadeia uma resposta imunológica para tentar combater o alérgeno (fração do alimento que é responsável pela alergia). “Essa resposta imunológica que ocorre, mesmo com o consumo de pequenas quantidades, é que causa os sintomas desagradáveis”. Já na intolerância alimentar há a ausência ou produção insuficiente pelo organismo de alguma enzima digestiva, fazendo com que a fração do alimento não digerida se acumule no organismo provocando os sintomas.

A nutricionista explica que a alergia alimentar geralmente começa na infância, mas pode ocorrer em qualquer idade. “Pelo menos 5% a 8% das crianças sofrem de alergias alimentares e acredita-se que nos adultos a prevalência seja mais baixa, entre 3% a 4%”, afirma. Os alérgenos alimentares mais comuns responsáveis por até 90% de todas as reações alérgicas são a proteína do leite de vaca, ovo, amendoim, trigo, soja, peixes, frutos do mar, nozes e glúten.

Para prevenir a ocorrência de uma reação alérgica é necessária a restrição, não só de todos os alimentos diretamente responsáveis pela alergia, mas também daqueles que poderão conter o alérgeno na sua composição por contaminação cruzada (que é a transferência de traços ou partículas de um alimento para outro alimento, diretamente ou indiretamente), por isso, é essencial que as pessoas que sofrem com alergias alimentares conheçam os ingredientes que compõem uma receita, assim como é importantíssimo que elas saibam fazer a leitura e interpretação de rótulos alimentares, no sentido de identificar alérgenos ocultos.

Para identificar a alergia é preciso passar por um especialista que dará o correto diagnóstico e vai avaliar a necessidade de exames complementares. Alguns protocolos incluem avaliar a história clínica detalhada e o exame físico completo, aliados à avaliação nutricional e histórico alimentar do paciente para auxiliar no diagnóstico.

Uma vez estabelecido o diagnóstico de alergia alimentar, a única terapia comprovadamente eficaz é a não ingestão do alérgeno. Alguns medicamentos como o anti-histamínicos e os corticoides podem fornecer alívio para certos sintomas, porém, com os avanços na produção de alimentos é possível encontrar alimentos seguros e saborosos para pacientes com múltiplas alergias alimentares. “Além disso, existem restaurantes com cozinhas preparadas para atender esse público sem oferecer riscos”, conclui.


Unimed


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