Basicamente existem três modos do idoso expressar as modificações físicas que o corpo esboça.
Segundo Elvira Wagner, o primeiro modo de adaptação seria o saudável. Neste modo, o idoso é realista às limitações que a idade vai impondo.
O segundo modo seria a não adaptação a este estágio e assim nega ativamente esta fase. O terceiro modo seria uma adaptação mais relativa, onde aparecem maiores comportamentos de dependência e utilização de mecanismos patológicos de conduta.
A família pode se mostrar crítica e atenta a estes comportamentos e assim acompanhar mais de perto as determinações que o meio impõe, assim como o estado emocional do idoso.
Não há dúvida que quando nos sentimos acompanhados, independente da idade, a extensão de determinados comprometimentos pode ser abreviada e não se tornar sobrecarga.
Uma família acolhedora, que percebe o idoso como representante de sua própria história, permite uma convivência menos frustrada de ambas as partes. Nas tribos indígenas o idoso é o centro de respeito e sabedoria por ser justamente o detentor da história de sua tribo.
As adaptações necessárias e as adquiridas pelo envelhecer podem ser vistas como a construção de algo novo.
A forma de incorporá-las deve interagir com a experiência própria do idoso e a interação com atitudes de auto-conhecimento, que facilitem a manutenção de hábitos e emoções saudáveis.
ISABEL NOBREGA
19/04/2000