| Doentes de Paixão
A expressão "doente de paixão", até
então usada no sentido figurado para definir o estado
emocional dos apaixonados, começa a ser vista pela ciência
como uma definição que pode ser levada ao pé-da-letra.
Especialistas já desconfiavam que a paixão poderia
mesmo ser uma doença, capaz até de atrapalhar
a vida de suas vítimas.
A comprovação preliminar veio através
das conclusões do trabalho de uma equipe de pesquisadores
da Universidade de Pisa, na Itália, liderada pela psiquiatra
Donatella Marazziti. De acordo com o estudo, pessoas apaixonadas
apresentam, em média, um déficit de 40% de serotonina
no cérebro.
Para se ter uma idéia da importância dessa substância
– e dos problemas que sua deficiência pode acarretar
– basta considerar que a serotonina tem papel indispensável
no equilíbrio do humor, do apetite, do sono, da ansiedade
e até da agressividade.
Por isso, não é à toa que os apaixonados
não conseguem dormir ou trabalhar direito, perdem o apetite,
ficam extremamente ansiosos, com suores frios e palpitações,
têm a sensação de estar flutuando, apresentam
déficits de atenção e desenvolvem pensamentos
e atitudes obsessivas (como ficar o dia inteiro esperando um
telefonema).
Se você está sofrendo desses efeitos da paixão
e acaba de saber que isso pode ser uma doença, a dica
é: fique calmo. Antes de correr para o médico,
saiba que esses sintomas (assim como a própria paixão
louca) duram por volta de seis meses. Passado o furor dessa
fase, a paixão vai se abrandando e pode dar lugar a três
sentimentos distintos: ao amor, à amizade ou ao desinteresse,
conforme o andamento da relação.
Doente de Paixão (Set-1999)
Pesquisa e redação: Mariana Viktor
Equipe de Jornalismo SaúdeWeb
Fonte: ZAZ
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