O envelhecimento traz consigo a questão da aposentadoria.
Na década de 1980, foi desenvolvido nos Estados Unidos um programa de preparo para a aposentadoria.
Eram aplicados palestras, reuniões familiares e também exercícios práticos, que tinham como objetivo a adaptação paulatina do aposentado e a sua nova condição.
Aqui no Paraná experiências semelhantes vem sendo realizadas e o que é observado, é na eminência da aposentadoria muitos se deparam com determinados comportamentos que levam a desorganização. É como se esta condição, somente poderia se associar limitações e perdas.
A aposentadoria pode ser entendida como um descompromisso com fatores estressantes e preocupações e responsabilidades excessivas. Diferentemente de um estado de tédio e a falta de estar engajado em outras atividades.
Segundo Rubem Alves; "quem passou a vida esperando para realizar o que gosta e aprecia, somente no momento da aposentadoria, esqueceu de viver. "
Assim entender a aposentadoria como uma conquista de passagem de situações de vida ritmadas somente pelo trabalho, alternando para momentos de maior liberdade e abertura para outras esferas de padrões.
As manifestações que podem ocorrer através desta passagem até a aposentadoria podem ser promovidas pelo interesse ou desinteresse de cada um e também da sociedade em modificar idéias e conceitos sociais a respeito de qual seria a verdadeira vocação que o idoso busca investir em sua vida.
18/04/2000