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Osteoporose: um mal que você pode prevenir

Para muitas pessoas a vida começa bem além dos quarenta. É quando os filhos saem de casa e a aposentadoria se aproxima e finalmente surge a oportunidade e a liberdade de fazer tudo aquilo que a pessoa sempre quis. Entretanto, para muitos, aproveitar essa fase parece impossível pois os desgastes da vida quer seja por motivos sociais ou econômicos comprometem a saúde e fazem com que as pessoas aparentem muito mais idade do que realmente tem.

Para aproveitar essa fase é fundamental gozar de boa saúde. Só que para chegar com saúde na velhice é importante conhecer o funcionamento do nosso corpo e ampliar nossos conhecimentos sobre prevenção e tratamento de doenças. Uma das doenças que podem comprometer nossa velhice é a osteoporose, que pode ser prevenida e tratada. Este artigo tem como objetivo ajudar você a identificar não só os fatores que podem aumentar o risco de desenvolver osteoporose como também as mudanças que você pode implementar em seu estilo de vida a fim de reduzir tal risco. Além disso, procura conscientizar as pessoas a pressionar os médicos a fazerem a pesquisa da osteoporose em seus pacientes, de forma que essa doença possa ser vencida e a velhice postergada.

O que é a osteoporose?
Osteoporose é uma doença dos ossos caracterizada pela redução da massa e densidade óssea, gerando fraqueza dos ossos. Se o problema não é tratado, o esqueleto vai se tornando extremamente frágil, havendo a possibilidade da ocorrência de fraturas espontâneas. O processo de perda óssea é mais comum nas vértebras, pernas e quadril e embora se inicie gradualmente na faixa de 34-39 anos, ele é tão lento que pode levar muitos anos até a pessoa se dar conta dele.

A osteoporose pode se iniciar precocemente, em função do pico de massa óssea adquirido e é uma doença silenciosa, ou seja, é um processo indolor, que progride sem quaisquer manifestações até o momento em que ocorre uma fratura.

Em 1990 houve 1,66 milhões de fraturas no quadril no mundo todo, sendo que 2/3 delas foram em mulheres. Para se ter uma idéia, somente nos Estados Unidos entre 15 a 20 milhões de pessoas tem osteoporose.

Quem corre o risco de desenvolver osteoporose?
Veja agora quais são os fatores mais importantes que aumentam o risco de ter osteoporose.

Sexo
As mulheres, de um modo geral, correm maior risco de desenvolver osteoporose do que os homens. Geralmente, 80% dos pacientes com osteoporose são mulheres. A principal explicação para esta diferença é que nas mulheres a ingestão de cálcio e exercícios físicos durante a adolescência é menor que nos homens ( a massa óssea feminina é menor) e além disso, depois da menopausa pode ocorrer uma rápida perda óssea do esqueleto devido a diminuição da produção de estrogênio. Estimativas são de que as mulheres podem perder de 15-50% de sua massa óssea nos primeiros 10 anos seguintes à menopausa. Raça
As mulheres da raça branca caucasianas, asiáticas e hispânicas são as mais propensas, e as negras apresentam menos risco.

Menopausa
Após a menopausa, os ovários deixam de produzir estrógenos, o hormônio feminino. Este hormônio é importante para que os ossos se mantenham fortes. Sem o estrógeno, os ossos perdem cálcio, um de seus mais importantes componentes. Além da menopausa, outros fatores podem provocar a diminuição do estrogênio no organismo. Em mulheres que se submeteram a cirurgia para extração dos ovários (histerectomia) e naquelas que deixaram de menstruar por um longo tempo, por razões diferentes de gravidez, é provável que o nível de estrogênio esteja muito baixo e o risco de ter osteoporose pode ser maior do que o normal.

Idade
Após os 60 anos, quase 90% das mulheres tem perda da massa óssea.

Fumo e álcool
O hábito de fumar e o consumo exagerado e regular de bebidas alcóolicas podem interferir com a capacidade que o corpo tem de manter os ossos normais e saudáveis. Fumar acelera o ritmo de perda óssea, o que aumenta as probabilidades de ter osteoporose. O álcool afeta a absorção de cálcio por lesões do intestino e fígado.

Falta de exercícios
Assim como os músculos se enfraquecem quando não são usados, os ossos também necessitam de certa quantidade de exercício para permanecerem fortes e saudáveis. Portanto, a resistência de nossos ossos é determinada em parte pelo esforço físico exigido do esqueleto. Pessoas confinadas à cama ou a uma cadeira de rodas, ou cujo estilo de vida seja particularmente sedentário, correm maior risco de desenvolver osteoporose.

Alimentação
Uma ingestão inadequada de cálcio é também um dos grandes fatores que podem ocasionar a osteoporose, já que 99% de todo cálcio do organismo está presente nos ossos e dentes. Portanto, qualquer pessoa com deficiência nutricional ou cujo regime alimentar seja pobre em alimentos ricos em cálcio, pode correr risco de ter osteoporose. Entretanto, apesar do consumo de cálcio através da vida ser essencial para a boa saúde dos ossos, estudos mostram que a quantidade de cálcio retido pelos ossos é mais importante do que a quantidade consumida. Estudos de balanço indicam que a perda de cálcio urinária, preferencialmente do que o consumo de cálcio é o fator predominante para explicar as variações no balanço de cálcio entre as mulheres.

Vários fatores dietéticos aumentam as perdas ósseas de cálcio através da urina. Um deles é a proteína. Dietas ricas em proteína animal podem aumentar as perdas de cálcio através da urina. O consumo excessivo de sal e de cafeína também. Já dietas com excesso de fosfatos (bebidas gasosas são ricas em fosfatos) podem alterar o balanço cálcio/fósforo invertendo-o, com predomínio do fósforo. Isto impede a absorção do cálcio.

Outro fator que pode interferir na taxa de cálcio é a falta ou uma quantidade insuficiente de vitamina D, que é indispensável para uma boa absorção intestinal do cálcio.

Baixo peso
Mulheres de baixo peso são mais propensas a terem baixa densidade óssea. Isso porque primeiramente seu esqueleto é menor. A partir do momento que seus ossos começam a se debilitar após a menopausa, eles atingem um estágio no qual sofrem fraturas mais facilmente do que mulheres com constituição normal.

Diabetes
Indivíduos com diabetes geralmente apresentam um decréscimo de massa óssea. Entretanto, os estudos tem mostrado que o diabetes não seria o fator responsável e sim a dieta a que os pacientes diabéticos se submetem no decorrer de sua vida. Por isso, o tratamento do diabetes deve ser acompanhado de uma orientação rigorosa da dieta de forma a prevenir o problema de perda óssea.

Hipertiroidismo e hiperparatiroidismo
O hipertiroidismo causa perda óssea e o uso de hormônio da tiróide (para emagrecimento) também, assim como no hiperparatiroidismo.

Medicamentos
Heparina e anticonvulsivantes (fenitoína e fenobarbital) e o uso continuado de cortisona podem causar perda óssea.

História familiar
Se a mãe ou avó da mulher sofreu de osteoporose, as probabilidades dessa mulher desenvolver a doença são muito maiores.

Qual é o diagnóstico da osteoporose?
A maneira mais comum pela qual a mulher pode descobrir que está com osteoporose é quando fratura o punho ou quadril após uma queda sem importância. Outras mulheres, à medida que envelhecem, percebem que estão diminuindo de estatura ou se curvando (corcunda de viúva), ou notam que suas roupas não estão caindo bem. Isto ocorre quando as vértebras, os ossos que formam a coluna, se tornam tão frágeis que um simples movimento corriqueiro, tal como tossir ou carregar algo, pode provocar o seu colapso. Este colapso das vértebras é, muitas vezes, extremamente doloroso. Fraturas devido à osteoporose, particularmente as de quadril e coluna, acarretam com freqüência dor significativa e incapacidade de trabalhar e de cuidar da família, e pode ser tão grave que a mulher passa a depender de familiares ou de pessoas da comunidade.

Atualmente exames sofisticados como o uso de um tipo especial de raio-X, o DXA dual-energy x ray absortiometry, são fáceis de serem realizados, rápidos e seguros. O teste realizado com o DXA supera o ultrasom, a radiografia tradicional e a tomografia computadorizada. Análises laboratoriais podem examinar os marcadores bioquímicos da reabsorção óssea na urina e no sangue, para avaliar o impacto do tratamento.

Quais são as medidas preventivas?
Não podemos desacelerar a marcha do tempo ou alterar os efeitos que o envelhecimento provoca em nossos corpos. No entanto, existem várias medidas que podemos tomar a fim de reduzir os riscos de desenvolver osteoporose, entre elas:

Consumo de cálcio e vitamina D
Uma das maneiras mais importantes de diminuir o risco de osteoporose é, antes de mais nada, ter um esqueleto forte. As crianças, quando dispõem de uma adequada quantidade de cálcio em sua dieta, apresentam um desenvolvimento ósseo excelente. Depois dos 20 anos de idade nossos ossos param de crescer, mas indícios claros sugerem que é importante manter uma ingestão adequada de cálcio, seja qual for a idade da pessoa. Para a maioria dos adultos recomenda-se ingestão diária de 1000mg de cálcio; no entanto, se a mulher já tiver passado da menopausa, deve aumentar sua ingestão para 1500mg. No caso das crianças, a recomendação diária de cálcio é de 800mg.

Quanto a vitamina D, necessária para a boa absorção do cálcio em nosso organismo, pode-se dizer que é encontrada em quantidades variáveis na manteiga, nata, gema de ovo e fígado, sendo que a melhor fonte é o óleo de fígado de peixe. Entretanto, a exposição da pessoa ao sol é necessária, para que os precursores de vitamina D existentes nesses alimentos sejam convertidos em pró-vitamina D pelos raios ultravioletas. Portanto, procure expor-se ao sol pela manhã (até as 10 horas).

Limitação do álcool e fumo
Uma pequena quantidade de álcool pode não prejudicá-lo, mas se você bebe regularmente, o risco de desenvolver osteoporose aumenta. Por isso, a sugestão é de procurar um médico para ajudá-lo a reduzir o consumo. Com relação ao cigarro, a orientação é de parar de fumar pelo bem de seus pulmões, coração, circulação e ossos. Os médicos estão também aptos a orientá-lo quanto a escolha do melhor método para deixar de fumar.

Faça exercícios
Exercitar-se regularmente ajuda a evitar a perda óssea e é benéfico também para o coração. Para se beneficiar dos exercícios, você não precisa se exercitar vigorosamente. É mais importante que o faça regularmente. Um passeio com o cão todos os dias é muito melhor do que uma partida de tênis uma vez por semana. Entretanto, antes de iniciar qualquer programa de exercícios físicos, é bom que você consulte seu médico.

Outras medidas preventivas incluem exames periódicos próximos da menopausa para avaliação da necessidade do uso de hormônios e a educação preventiva da menina desde a adolescência.

E se você já estiver com osteoporose?
Discuta com seu médico sobre os diversos tratamentos atuais disponíveis; assim é possível evitar qualquer futuro enfraquecimento de seus ossos. Todas as medidas preventivas aqui discutidas também ajudarão você a retardar a progressão da doença.

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