| Cravo-da-índia reduz a placa bacteriana
O cravo-da-índia pode ser usado no combate da placa
bacteriana, causadora da cárie. Outras quatro plantas
medicinais encontradas no País - calêndula, barbatimão,
rama-de-batata e alecrim - também contribuem para o controle
da placa bacteriana. É o que revela pesquisa inédita
de Tereza Cristina Holtz Schuch, dentista recém-formada
pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC), ganhadora do 8.º
Prêmio Estímulo Kolynos e que recebeu pelo trabalho
um gabinete completo para seu consultório. Agora, a empresa
poderá dar continuidade à pesquisa e definir a
utilização comercial dos resultados.
A ação das cinco plantas medicinais selecionadas
foi avaliada sobre cultura "in vitro" do streptococcus
mutans, principal microorganismo patogênico da cárie
dental. O trabalho, realizado no Laboratório de Farmácia
da UMC, mostra que o alecrim, a rama-de-batata, a barbatimão
e a calêndula agem como bacteriostáticos, ou seja,
evitam a multiplicação de bactérias encontradas
na boca. Já o cravo-da-índia tem ação
bactericida, pois elimina a placa. Nos resultados, Tereza Cristina
recomenda a associação dessas plantas a colutórios
(remédios aplicados nas paredes internas da boca), dentifrícios
e outros produtos farmacêuticos para o combate à
cárie.
A dentista destaca, ainda, a importância das plantas
medicinais no tratamento de patologias bucais. "São
produtos naturais, antialérgicos, sem os efeitos colaterais
indesejáveis das drogas químicas, exceto se consumidos
em concentrações exageradas", explica. Tereza
Cristina ressalta que, apesar do grande potencial da fitoterapia
para uso odontológico e do baixo custo envolvido, são
raros os estudos realizados para sua aplicação.
Para desenvolver o trabalho, além dos conhecimentos
em Odontologia, Tereza Cristina aplicou noções
de Farmácia, microbiologia e técnicas laboratoriais.
Desenvolvida em pouco mais de seis meses, sob orientação
de Renato Quintela, professor de Odontologia Preventiva e Social
e de Orientação Profissional do curso de Farmácia
da universidade, professor José Jorge Neto, especialista
em análise de fitoterápicos.
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