Um enfraquecimento do tônus muscular provoca um relaxamento da sua língua, que "desaba", tocando a parede da garganta; o ar não consegue passar livremente e provoca uma vibração da língua – você está roncando! Esse é o principal mecanismo causador do ronco, embora a obstrução das vias nasais, adenóides muito grandes ou aumento dos tecidos do pescoço provocado pela obesidade possam também desencadear o aparecimento desse desagradável companheiro noturno.
Segundo a Clínica do Sono, Centro de Diagnóstico e Pesquisas dos Distúrbios do Sono de Minas Gerais, um problema que afeta a maioria dos roncadores é a chamada apnéia obstrutiva do sono, que acontece quando a pessoa dorme e a respiração se interrompe, às vezes por períodos de até 10 segundos. Isso provoca uma baixa nos níveis de oxigênio e exige que o coração bombeie sangue mais rapidamente, para compensar a pouca oxigenação. As conseqüências desse esforço podem ser fadiga e sonolência no dia seguinte, além de batimentos cardíacos irregulares e aumento da pressão sangüínea e do volume do coração.
Existem, entretanto, tratamentos para o ronco. Fazer atividade física com regularidade ajuda a perder peso e aumenta o tônus muscular. Outra boa dica é evitar tranqüilizantes, pílulas para dormir e bebidas alcoólicas antes de ir para a cama – eles provocam redução do tônus. Prefira deitar de lado – é aconselhável não dormir de barriga para cima, porque essa posição facilita a obstrução da passagem do ar pela língua. Descongestionantes nasais são indicados para quem está resfriado, porque o nariz entupido também facilita o fechamento da garganta. Quanto aos casos mais graves, onde ocorra apnéia ou excessiva sonolência diurna, o melhor é buscar a orientação de um médico especialista.
Pesquisa e redação: Mariana Viktor
Equipe de Jornalismo SaúdeWeb
Fonte: ZAZ