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Pantanal Matogrossense

A floresta amazônica pode ser a mais exuberante do planeta, mas o Pantanal consegue ter uma diversidade ainda maior de animais.

Inacreditável? Nem tanto, se você levar em consideração que as planícies do Pantanal servem de ambiente de passagem entre a vegetação do Cerrado e a da Floresta Amazônica. Por isso, têm o privilégio de abrigar bichos típicos dos dois lados. O resultado é que essa grande depressão alagada, que se estende por mais de 140 000 quilômetros quadrados entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, na fronteira com o Paraguai, se coloca entre os ambientes mais ricos de espécies animais do planeta.

Uma explosão de vida
É como se uma Arca de Noé aportasse ali a cada ano, despejando uma quantidade interminável de bichos. A rotina é sempre a mesma: logo depois das chuvas, que caem de novembro a março, a paisagem fica tomada por milhares de lagoas, que vão de pequenas poças a lagos de vários quilômetros quadrados.

O sol então reaparece e, em poucos dias, a vida explode com toda a sua força: pelos céus azuis aparecem mais de 650 tipos de aves, como garças, emas, colhereiros, araras-azuis os tuiuiús o pássaro escolhido como símbolo da região.

 
 

Num ambiente tão marcado pela presença das águas, já era de se esperar grande variedade de peixes e répteis. Entre cobras, lagartos e jacarés são cerca de cinqüenta espécies, embora o mais visível seja o caimã, o pequeno jacaré pantaneiro que aparece aos milhares nas margens dos rios e lagos da região. Já os peixes somam mais de 200 espécies, de piranhas a dourados de 20 quilos, que fazem do Pantanal o melhor local para a prática da pesca esportiva no país. Para completar, existem na região oitenta espécies de mamíferos, que vão do veado-campeiro a capivaras, tamanduás e até onças-pintadas.

Quem dita os hábitos de todos esses animais é o caprichoso movimento de cheias e vazantes de toda a bacia hidrográfica do Rio Paraguai. Essa região, equivalente a três Estados do Rio de Janeiro ou a quase um Uruguai inteiro, é a maior planície alagável do mundo. A razão disso está no seu relevo, que é muito baixo, somado à presença de um grande rio, o Paraguai. Para se ter uma idéia, as maiores altitudes estão a apenas 200 metros acima do nível do mar. Além disso, boa parte do Pantanal é formada por campos imensos, cobertos por uma vegetação que absorve e retém as águas como uma esponja, formando um sistema de filtragem natural.

A paisagem do Pantanal muda de cara radicalmente segundo a estação do ano: quando não está quase inteiramente submersa nas águas, o que se vê, durante a seca, é uma vegetação capaz de reunir, além das espécies características da Mata Tropical e do Cerrado, também muitos exemplares dos campos sulinos e até por incrível que possa parecer da caatinga do sertão nordestino.

Na época das chuvas, ver os animais não é nada fácil, já que a maior parte deles migra para fora da região. Também nesse período acontece a piracema, quando milhares de peixes nadam contra a corrente e sobem até as nascentes dos rios. Na paisagem submersa desaparecem até mesmo as estradas, e os barcos se transformam no único meio de transporte da região. As chuvas cessam a partir de abril, iniciando o período de estiagem que se estende até outubro. O espetáculo da vida selvagem acontece mesmo depois de julho. Nesse mês, as águas estão mais baixas, obrigando a fauna a se reunir ao redor de lagoas cada vez menores e menos numerosas.

 
 

O peão resiste
O vaivém das águas também define o ritmo de vida e costumes do personagem típico da região: o peão pantaneiro. Cavalgando entre as águas, a lama e outras adversidades naturais, os peões conduzem boiadas de até 1 000 cabeças. Esse tipo de trabalho precário, que parecia condenado com a abertura de rodovias e o transporte por caminhões, ainda persiste nas planícies alagadas do Mato Grosso, onde as comitivas continuam sendo o principal recurso das fazendas para deslocar o gado, que é criado de forma extensiva pelas imensas pastagens.

O dia de um peão começa cedo. Às 5 horas da manhã a comitiva já está a caminho. Enquanto avança, a boiada é cercada por oito cavaleiros, cada um com uma função específica. Há, por exemplo, os ponteiros, responsáveis por indicar o caminho; o culatreiro, que dá as ordens de quando parar e quando seguir viagem; e, claro, há o cozinheiro, que tem a obrigação de chegar aos locais de parada com duas horas de vantagem para preparar a comida.

O Pantanal que os peões cruzam em até dois meses de viagem são, na verdade, dois: o do norte e o do sul. A região norte é mais selvagem e mais difícil de ser explorada.

Ali o Pantanal praticamente se une com a Floresta Amazônica, o que aumenta a densidade da vegetação na mesma proporção em que fica mais difícil observar a vida animal. A explicação é simples: com a mata mais fechada, os bichos estão sempre escondidos. Seu acesso mais importante é Poconé, a 100 quilômetros de Cuiabá. É lá que começa a Transpantaneira, uma via de terra concebida na década de 70 para atravessar todo o Pantanal, mas que teve suas obras paralisadas no meio do caminho. Com apenas 150 quilômetros e ligando Poconé a Porto Jofre, no Rio Cuiabá, é a rodovia com o maior número de pontes do mundo, com uma média de quase uma por quilômetro, a grande maioria em estado precário. Em alguns pontos só passam grandes veículos. E essa estrada é tão deserta que jacarés e capivaras transitam por ela muito mais do que carros.

A dança dos tuiuiús
É na parte sul do Pantanal, contudo, que se encontra a fauna mais abundante e diversificada. Isso porque é ali que as lagoas surgem em maior número em meio às extensas campinas. Mas o mais importante é que a vegetação mais aberta facilita a observação dos animais. Na região das cidades de Corumbá, Miranda e Aquidauana, várias fazendas até foram adaptadas para receber hóspedes.

 
 

Recentemente a parte sul do Pantanal ganhou uma via de terra, chamada Estrada Parque (um nome arbitrário, já que ela não atravessa um centímetro de parque), para facilitar a visitação. Seus 120 quilômetros podem não ser o sonho dos motoristas, mas neles é possível encontrar animais que transitam com a naturalidade de quem se sente em casa. Um dos espetáculos mais interessantes é a dança de acasalamento do tuiuiú. Essa ave de penas brancas, pescoço negro, cabeça avermelhada chega a medir mais de dois metros de ponta a ponta das asas. Junto a outros milhares de pássaros de colorações, tamanhos e formas inusitadas, o tuiuiú faz malabarismos no ar durante o entardecer, como se executasse uma coreografia embalada pelo canto dos outros pássaros. É mais uma atração dessa terra onde a natureza não permite que o silêncio dure mais de um minuto, nem que os olhos se cansem de ver seu espetáculo.

Fonte: Terra

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