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Lazer na velha pedreira

O Lago das Pedras, entre Aricanduva e Apucarana, tem a boa
infra-estrutura e as belezas naturais como principais atrativos

As pedreiras – locais de onde empresas extraem pedras para construção de imóveis e estradas – exercem encantamento sobre o ser humano. Talvez sejam as suas dimensões, que nos fazem, de uma certa forma, perceber como somos pequenos. Ou então é a beleza e ar de dignidade das pedras expostas que resistiram a dinamite e a ganância humana.

Agora, acrescente a isto a água – fonte de paixão eterna para os homens – e uma estrutura bem organizada para o lazer. O resultado é o clube de pesca Lago das Pedras, que fica entre o patrimônio de Aricanduva (Arapongas) e Apucarana – cerca de 50 quilômetros de Londrina. O empreendimento é mais uma alternativa de turismo regional.

No Lago das Pedras se pode desfrutar de um dia agradável, final de semana ou feriado prolongado. Não há perigo de tédio para quem gosta da natureza e comodidade. Só a beleza da lagoa, que empresta o nome ao local, já vale o passeio. Resultado da proximidade da nascente do rio Itambé, o lagoa tem cerca de quatro metros de profundidade e ocupa uma área de 180 metros quadrados, no fundo da pedreira.

Apesar da água límpida, a profundidade e o fundo pedregoso e irregular fazem da lagoa um local impróprio para nadar. Por isto, Herbert Hosp, diretor presidente do empreendimento transformou o reservatório em ponto de pesca, footing e pedalinhos. Na lagoa é possível pescar pacu, piapara, variedades de carpas, piraputanga, pintado, etc.

Logo a entrada, um estacionamento para 540 veículos é um convite a deixar as lembranças da cidade e entrar no clima de turismo rural. As estradas internas, asfaltadas, tornam o trajeto tranquilo. Quem gosta pode ainda optar pela bicicleta.

A propriedade tem 104 mil metros quadrados da área, e pode ser percorrida a cavalo, se o visitante preferir. No meio da mata, surpresas como o ‘‘cipó do tarzan’’, ‘‘o balanço na árvore’’ e um ‘‘cabo de aço’’ que leva os corajosos, em descida, de um ponto a outro da propriedade, divertem crianças e adultos. Parquinhos estão espalhados por todo o lugar.

Quem gosta de conforto pode ficar em um dos chalés do complexo. Feitos para receber quatro pessoas, os chalés têm capacidade para hospedar até oito, com comodidade. Os espaços internos são agradáveis. No banheiro, há hidromassagem e na sala, uma lareira. Redes para relaxar na varanda do chalé completam o quadro bucólico e tranquilo.

Quem não quer se preocupar com a cozinha tem à sua disposição um restaurante que funciona de domingo a domingo, com cardápio fixo e a la carte. Há também uma lanchonete, sala para jogos e pier. Todos estrategicamente construídos em um ponto elevado, de frente para o lago.

Deles tem-se uma vista extraordinária do lugar. Sobre o restaurante, há um espaço especial para festas e ‘‘encontros’’ para escolas e igrejas. Logo abaixo do espaço de alimentação e jogos, piscinas – uma para adultos e outra infantil – também oferecem a visão da lagoa.

Mesmo no frio, pier e piscinas são perfeitos para ler um livro ou saborear uma boa bebida acompanhada de petiscos. À noite, o local é todo iluminado e ganha um aspecto romântico e irresistível para os namorados.

Os esportistas também não vão ficar desiludidos. Além de um campo de futebol; várias quadras para as mais variadas atividades como vôlei e basquete estão a disposição dos visitantes. É só formar os times e se divertir.

O projeto de Herbert Hosp, o proprietário, é muito maior. No papel, já estão previstos, entre outras melhorias a construção de mais dez chalés e um hotel vertical com 64 apartamentos, bem de frente para o lago. No complexo haverá piscinas térmicas e um elevador panorâmico vai levar visitantes da pedreira até o lago.

Fonte: Folha Web

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